Congresso e novos rumos
Fechado o Congresso do CDS-PP, vale a pena fazer a reflexão sobre o seu desenrolar.
Fortificado pelo resultado das directas, Portas chegou a Torres Novas com uma oposição apenas residual. A maioria dos congressistas não iria assinar outra linha que não a do presidente do partido.
Assim, não obstante as tentativas de Manuel Queiró (que estava visivelmente apagado), o Congresso foi muito morno. Confesso que fiquei com vontade de mandar as directas ao vinagre: um Congresso disputado é muito mais motivador. Fica a ideia que talvez se crie uma dinâmica com as tendências que o Congresso instituiu.
Acabou por ser a disputa de algumas ideias que tornou o Congresso mais simpático. Ouviram-se muitas pessoas falar de liberdade, liberalismo e mudança de discurso. Espero que essas ideias venham para ficar, o CDS pode dar muito ao liberalismo em Portugal, e o liberalismo português pode dar muito ao CDS. O tempo dirá.
Quanto a mim, termino assim a minha participação neste blogue. Portas escolheu a sua equipa e terá que trabalhar com ela para prosseguir os objectivos que propôs na sua moção. Desejo-lhe felicidades a ele e à sua equipa, donde destacaria Abel Batista, Cecília Meireles, Diogo Feio, Filipa Correia Pinto, Francisco Mendes da Silva, Manuel Sampaio Pimentel e o novo secretário-geral, João Almeida. Muitos sucessos. Espero que o partido discuta e cresça até 2009.
Nós, cá estaremos para reclamar resultados.
P.S. Parece que Martim Borges de Freitas foi ao Congresso de Volvo...