quarta-feira, 28 de março de 2007

Pires de Lima disse:

"Lamento profundamente, independentemente das divergências que tenhamos tido no partido uma ou outra vez. É uma pessoa que vale pela sua identidade, que prestou serviços importantes ao partido e que tem uma vida para além da política", salientou Pires de Lima.
No entanto, o antigo deputado salientou que "o partido tem de seguir em frente". "É com tristeza que a vi tomar esta decisão mas o partido tem de seguir em frente", apelou.

"Parece-me óbvio que o Conselho Nacional representa os mais de trinta mil militantes do partido. Havendo conflito de vontades entre militantes e Conselho Nacional, cumpre ao Conselho de Jurisdição dirimir essas vontades e aos militantes aceitar a decisão", disse.

Sensato, como de costume.

Odete Santos no Caldas!?

Todos nós temos algo de Odete Santos. (Que dizer desta frase, assim atirada no meio de um blogue de direita...?)
Bem, não sei se todos temos, mas a direcção do CDS tem. Partilha com Odete a capacidade de ir perdendo votos a cada vez que abre a boca. Assim como, imagino, de cada vez que Odete defendia Cunhal e atacava Salazar o último recebia uma carrada de votos, de cada vez que a direcção do CDS vem dar a sua colherada ao estado das coisas Portas recebe apoiantes.
Vejamos:
Primeiro as directas não eram estatutárias. Depois o CNJ disseram que se podiam fazer, como já tinha sido feitas, mas a direcção não acalmou.
É que depois era impossível fazê-las sem limpar os cadernos. Até que alguém se lembrou que os cadernos foram bons para as directas de 2005 e para o Congresso que elegeu a direcção.
Mais tarde, dizia-se que as directas de 2005 teriam sido possíveis por decisão do Congresso de Lisboa, quando nenhuma vez a moção "2009" as refere.
Depois o CN não podia decidir as directas, ainda depois o requerimento de Leiria teria precedência. Afinal os estatutos são omissos e o CN pode integrar as lacunas.
Recentemente, a saída de MJNP - que lamento - deve-se a "vozes hostis", quando o mais que se precisa na política é ter capacidade de encaixe de ouvir vozes hostis.
Agora, pedir que se aceitem as decisões dos órgãos do partido para trabalhar num consenso é chantagem.

Não sabemos que mais aí vem. Mas sabemos sempre de quem nos lembramos.
Odete, Odete...

terça-feira, 27 de março de 2007

Com o Dr. Paulo Portas, por uma nova geração de políticos!

Esta é a minha posição de sempre: apoio o Dr. Paulo Portas na sua candidatura à liderança do CDS/PP, por tudo o que ele significa para o nosso partido, e porque lhe reconheço plenas capacidades para construir um grande partido de centro-direita.

Mas há que corrigir erros do passado, e reformular a equipa. Preconizo uma nova geração de políticos, uma nova equipa no CDS/PP, gente jovem e experiente, com qualidade e garra para os desafios que o futuro se nos depara.

Apenas queria que se fizesse esta reflexão: será mau para o nosso partido se não se fizer essa renovação da classe dirigente e as caras continuarem a ser as mesmas. Mas como não levanto essa hipótese, e acredito plenamente numa renovação, fico completamente descansado...

segunda-feira, 26 de março de 2007

Caminhos

Um dos problemas do CDS de hoje é muito bem descrito pelo Adolfo. É que há quem queira «amarrar [o CDS] a uma única corrente de pensamento que, com jeitinho e boa vontade, lá vai deixando que outras por lá coexistam em minoria.»
A originalidade do CDS em unir democratas-cristãos, conservadores e liberais tem se conseguido manter à custa de algum esforço e possivelmente à custa de sucesso eleitoral, pois quem quer ser tudo, corre o perigo de não satisfazer ninguém. Possivelmente também por isso se afastam personalidades que não convivem com a indefinição.
Bem ou mal, lá se foi governando o CDS. Mais democrata-cristão (Freitas), liberal (Lucas Pires), conservador (Adriano Moreira, Monteiro e Portas). Com o regresso da velha guarda democrata-cristã, tudo parece mais difícil. Se calhar foi o tempo de afastamento (desde Freitas II), se calhar é pelo modelo esgotado ou ainda por na verdade não defenderem uma democracia-cristã no sentido europeu. Qualquer razão que seja, respira-se pior no CDS.
E se na verdade o CDS teve problemas de sobeja pela indefinição ao longo dos anos, sempre se foi arranjando. Com esta direcção, no entanto, só se tolera a voz daquilo que chamaria "democracia-católica". E nada tem isto que vir contra quem assim pensa, ou sequer contra quem é religioso (podendo ou não defender as políticas desta CPN). Tem a ver com o silenciamento de alternativas ao pensamento estabelecido.
Mas os tempos prometem mudanças. Portas, da única vez que falou sobre política nacional ( e tem-se abstido por entender que só o deve fazer quando for candidato - até lá é militante e deputado) tocou num ponto sensível, que a oposição tem esquecido: a concentração de poderes políciais no gabinete de José Sócrates. Ou seja, com Portas esperamos uma intervenção menos soundbyte, como a de Castro, mas mais acertiva.
Mas não só de Portas espero boas novas. O trabalho que a Juventude Popular tem vindo a desenvolver tem também sido muito positivo. Depois da moção "Fazer Futuro" ou dos trabalhos do Conselho Nacional de Viseu, o partido sabe - ou deveria saber, se ouvisse - que a nova geração que aí vem não pressegue um sonho assistencialista-estatista-moralista. Segue tão-só algo que devia ter e não tem.
Liberdade.
E como já o disse, não sei se será com Portas (e, claro, não estou mandatado para falar em seu nome) ou com quem será que o partido abraçará esta causa inequivocamente.
Mas será um passo na direcção certa a eleição do homem que disse, em Lisboa: «
Cuidado com um Estado que se intromete na vida dos cidadãos mais do que deve.».
Mas repito, não se trata tanto de que visão governa o CDS. Trata-se de deixar todas moldarem o CDS, a qualquer momento. Por isso sinto muito que haja quem sinta que deve sair neste momento. Mas as acções ficam com quem as pratica.

domingo, 25 de março de 2007

Vale tudo, quando o desespero é a única coisa que lhes resta...

Tenho recebido no meu mail cartas abertas ao Dr. Paulo Portas, a tentar intimidá-lo, mails ofensivos para o Dr. Portas e para quem os apoia, entre outras coisas. É triste que assim seja, mas infelizmente o grau de desespero é tanto que não se lhes afigura fazer outra coisa que não seja baixar o nível. Porque sabem que é uma questão de semanas até o CDS deixar de ser o partido de elites de que tanto gostam e volte a ser um verdadeiro partido nacional, que engloba desde os quadros aos agricultores, desde os catedraticos até aos iletrados. TODA a gente! Nada nos demoverá até que consigamos devolver o CDS à vida. E está para breve.

Mas não podia resistirt a deixar-vos com esta "pérola", recebida hoje mesmo por mail. É francamente demonstrativa do nível a que os apoiantes do Dr. Ribeiro e Castro e da Dra. Nogueira Pinto chegaram. Mas a eles reagimos com indiferença.

Cá vai:
" Paulo Portas deve ser o novo líder do CDS ? " - pergunta o ' Diário Digital ' numa sondagem actualizada diariamente.

Enquanto antes do Conselho Nacional a diferença era de 2% a favor do ' NÃO ', a verdade é que depois das cenas tristes e lamentáveis protagonizadas por um grupo identificado de arruaceiros instigados pelo seu principal ' ideólogo ', a diferença aumentou substancialmente.
57% entendem, agora, que Portas não merece credibilidade para ser o novo presidente do Partido, enquanto 42% opinam o contrário.
Ou seja, o ' fosso ' aumentou ' apenas ' 15%!

E não venham argumentar que as pessoas podem votar mais que uma vez pois num e-mail que recebi, sugeria isso mesmo. Tive o cuidado de experimentar votar duas vezes e nem uma consegui dado que há cerca de 1 semana já havia expressado a minha opinião. Acontece que o IP do computador fica registado, daí que impeça multiplicação de votos.

Clique em baixo no link e, se duvida, experimente votar. Verá que só lhe é permitido consultar o resultado da sondagem..

Então e os eleitores?

Onde estava o Eurodeputado Ribeiro e Castro na comemoração dos 50 anos do Tratado de Roma?