domingo, 20 de maio de 2007

Anatematizar o candidato do PS

Tenho que confessar que não acho correcto o Dr. António Costa renunciar ao seu mandato de Ministro de Estado e da Administração Interna para candidatar-se à Câmara de Lisboa.
É deselegante e não é ético andar a brincar aos empregos, como quem anda a coleccionar cromos.
As atitudes dizem muito de uma pessoa, e saber dizer que "NÃO" é legítimo e, em muitas circunstâncias, benéfico para todos.
Que ilações se podem tirar desta tentativa audaz? …a meu ver, talvez o ego pessoal tenha imperado ao brio laboral.
Quando surge uma proposta mais atractiva, abandona-se o barco sem dar cavaco a ninguém. E a situação é aplaudida e laureada!
A posição de membro do Governo não deveria ser tão irrelevante, pois afinal, é dos lugares mais prestigiantes e com mais responsabilidade se o trabalhinho fosse bem feito.
E se ele não ganhar em Lisboa? Como vai ser? Regressará ás funções que renunciou, em tom de desinteresse? Irá para o desemprego? É retórico porque o a posteriori não interessa.
O vício está mais que implementado na esfera politica, transparecendo que já é parte integrante da condição humana. A ambição de arrecadar o máximo em termos partidários, descurando as verdadeiras razões de poder. Tira daqui, mete ali, como quem espalha bonequinhos nas batalhas do “Risco”:Sócrates quer que António Costa seja o candidato do PS à CML

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Para memória futura...

Algo em que vale a pena pensarmos, para o futuro.
Why Aren't the Presidential Campaigns Using Widgets?

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Paulo Portas sobre a Energia Nuclear

"há 40 anos poderia ter sido uma solução interessante", mas não "agora, quando o mundo está preparado para se libertar dessa opções e encontrar formas mais seguras".

"Não havendo soluções para as questões da segurança e para o tratamento dos resíduos, não me parece prudente seguir por esse caminho"

"Defenderei as alternativas ao nuclear e não o nuclear: São as centrais hidroeléctricas, temos uma embaraçada em Bruxelas e devíamos ter mais duas para além dessa, são as energias renováveis, a solar, a eólica, a biomassa. É por aí que o futuro se constrói"


Discordo.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Carmona poderá candidatar-se pelo CDS

Carmona Rodrigues poderá concorrer à Câmara de Lisboa pelo CDS-PP. A TVNET sabe que o ex-presidente da autarquia tem mantido contactos nesse sentido com dirigentes do CDS.

http://tvnet.pt/noticias/video_detalhes.php?id=5564

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Terrorismo não merece honras de estado

Para quem ainda não conhece leiam este abaixo-assinado.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

O direito a escolher (2)

Vimos recentemente discutida a "Lei do Tabaco" na AR.
Mais uma vez se dão passos para trás na liberdade do nosso país, e mais uma vez o CDS não se atravessa como defensor da mesma.
A nova lei do tabaco irá proibir o fumo em todos os espaços fechado, e passa para as competências de quem gere esses espaços, a denúncia das situações que infrijam a lei.
Antes de mais importa distinguir que há espaços fechados em que não se deve poder fumar, e espaços em que ninguém tem nada que ver com o facto de se fumar ou deixe de fumar.
Diria que todos os espaços que as pessoas fossem de alguma forma "obrigados" a frequentar, deveriam ter essa proibição. Porque é conhecido que o fumo em segunda mão é nocivo. Isto é, em repartições de finanças, escolas, hospitais, etc, como espaços "públicos" que o cidadão tem que frequentar contra a sua vontade, deve ser proibido fumar. Mas estamos perante uma intolerável ingerência do Estado na propriedade privada, quando proibimos os donos de estabelecimentos de restauração, p.ex., de decidir o que fazem na e da sua propriedade.
Vamos lá ver: não há nenhuma espécie de direito colectivo sobre um bar ou um restaurante.
Um dono dum restaurante é livre, ou devia ser, de fazer o que bem quisesse do seu restaurante. Porque ninguém tem uma espécie de direito social a entrar num restaurante ou a exigir que lá se cumpram determinadas normas. Na verdade o cliente/cidadão tem o direito de não ir a tal sítio se não concordar com o que lá se passa. Se for deve respeitar os regulamentos. No fundo o restaurante é como a casa de cada um de nós. Cada um de nós só recebe em casa quem quer, e só vai lá a casa quem quiser. Quem não gostar da alcatifa da sala ou da loiça da casa de banho: saravá. Idealmente eu devia poder receber lá em casa quem eu quisesse e servir refeições, a pagar, se assim me aprouvesse. Claro que aí estava a infringir a lei, tinha que ter uma licença - blábláblá. É pena que não possa...
Posto isto reincido no que disse acima: estamos perante uma intolerável ingerência do Estado na propriedade privada. O Estado não pode, nem deve, nem devia ter tal competência, impôr a um indivíduo que faça da sua propriedade um lugar sem fumo. Tal como não devia poder proibir que se sirva cabidela, ou obrigar a que tenha paredes azuis.
Como vêem não fico contente com o CDS não ter sido acertivo nesta matéria. O CDS devia ter rompido o bloqueio do politicamente correcto e defendido a liberdade e a propriedade individual.